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Separação de poderes — Cidadania, 14–17 anos

Como as instituições se controlam entre si em vez de concentrarem o poder num só lugar. Cidadania, 14–17 anos.

O que significa

A separação de poderes distribui a autoridade pública por instituições com funções diferentes. Normalmente, o parlamento faz as leis, o governo executa-as e os tribunais interpretam-nas; cada poder deve ter formas de limitar os outros.

O problema que resolve

Se um único órgão fizer as regras, as aplicar e decidir os conflitos, poderá proteger-se de qualquer contestação. Esta ideia nasceu do receio do poder concentrado: funções divididas criam controlos, pausas e perguntas antes de uma decisão passar a afectar toda a gente.

Um caso trabalhado

O parlamento aprova uma lei que permite à polícia fazer buscas domiciliárias. Primeiro, o governo deve respeitar a lei, em vez de inventar poderes mais amplos. Depois, um tribunal verifica uma busca concreta à luz dos direitos constitucionais. Se a própria lei violar esses direitos, o tribunal pode recusar aplicá-la.

Um erro compreensível

Um erro comum é pensar que a separação significa que os poderes nunca podem cooperar. Parece lógico, porque a independência evita que os controlos desapareçam, mas o governo precisa de cooperação para aprovar um orçamento, responder a emergências e pôr as leis em prática.

Onde aparece

Vê este sistema quando o parlamento questiona ministros, quando uma decisão do presidente precisa de aprovação parlamentar ou quando um tribunal analisa uma medida do governo. Estes controlos podem parecer lentos, mas essa lentidão é muitas vezes o preço de verificar o poder antes de este prejudicar as pessoas.

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