Gerrymandering — Cidadania, 14–17
Como desenhar círculos eleitorais pode dar a alguns eleitores mais influência do que a outros.
Ideia
Um círculo eleitoral é um grupo de eleitores, definido num mapa, que escolhe um representante. Há gerrymandering quando as fronteiras são desenhadas para ajudar um partido ou grupo, em vez de representarem as comunidades de forma justa. Os votos não mudaram, mas o mapa pode mudar quem ganha.
Porque importa
Os representantes precisam de círculos eleitorais, e as populações mudam, por isso as fronteiras têm de ser redesenhadas de vez em quando. O problema começa quando quem desenha o mapa pode proteger o seu próprio partido. Dois truques comuns são concentrar os adversários em poucos círculos ou dividi-los por muitos, tornando os seus votos menos eficazes.
Um pequeno exemplo
Imagina 10 eleitores: seis apoiam o Vermelho e quatro apoiam o Azul. Em cinco círculos com duas pessoas, um mapa equilibrado pode dar três vitórias ao Vermelho e duas ao Azul. Agora junta os quatro eleitores do Azul em dois círculos: o Azul ganha esses dois e o Vermelho os outros três. Com outra divisão, os mesmos 6–4 poderiam dar uma vitória de 5–0.
A armadilha
É tentador dizer que todo o círculo com uma forma estranha foi manipulado. Isso não é necessariamente verdade: uma forma invulgar pode ser necessária para manter uma comunidade unida, seguir um rio ou ligar casas afastadas. A pergunta principal não é apenas a aparência, mas se o desenho enfraquece deliberadamente alguns eleitores ou grupos.
Onde aparece
Encontras esta ideia quando um país redesenha os círculos depois de um recenseamento, ou quando tribunais e comissões analisam essas fronteiras. Podes usá-la para ler um mapa eleitoral com espírito crítico: pergunta quem o desenhou, que comunidades ficaram unidas e se números semelhantes de eleitores recebem influência semelhante. Não explica todos os resultados eleitorais.
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