Eletrólise — Química, 14–17 anos
A eletrólise usa energia elétrica para forçar uma transformação química que não ocorreria facilmente por si só. É uma forma prática de decompor compostos ou revestir objetos com um metal.
A eletricidade separa as partículas
Na eletrólise, uma fonte de alimentação empurra partículas carregadas para elétrodos opostos num líquido ou numa substância fundida. Nos elétrodos, os iões ganham ou perdem eletrões e transformam-se em novas substâncias. A energia elétrica é convertida em transformação química, em vez de a reação produzir eletricidade.
Por que usar eletricidade para separar substâncias?
Alguns compostos são demasiado estáveis para serem decompostos apenas aquecendo-os ou misturando-os. A eletrólise fornece a energia e encaminha os produtos para elétrodos diferentes. Isto resolveu problemas práticos, como obter metais reativos a partir dos seus minérios e produzir substâncias químicas importantes em quantidades controladas.
Decompor brometo de chumbo fundido
O brometo de chumbo fundido contém iões Pb²⁺ e Br⁻. No elétrodo negativo, o Pb²⁺ ganha dois eletrões: Pb²⁺ + 2e⁻ → Pb, formando chumbo metálico. No elétrodo positivo, dois iões brometo perdem eletrões: 2Br⁻ → Br₂ + 2e⁻, formando bromo. A fonte elétrica impulsiona esta separação difícil de obter de outra forma.
Os sinais dos elétrodos podem confundir
Um erro comum é pensar que o elétrodo positivo tem de atrair iões positivos e o negativo iões negativos. Isso inverte as cargas. Os iões positivos deslocam-se para o elétrodo negativo e os iões negativos para o positivo; depois, as mudanças de eletrões determinam os produtos.
Revestir metais e obter alumínio
A galvanoplastia usa a eletrólise para depositar uma camada fina de um metal sobre um objeto. Isso pode melhorar o aspeto ou protegê-lo da corrosão, como acontece com revestimentos de crómio ou níquel. A eletrólise em grande escala também produz alumínio a partir do seu composto, embora exija muita eletricidade.
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