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Buracos negros e o horizonte de eventos — Astronomia, 11–13 anos

Um buraco negro é uma região onde a gravidade é tão forte que, depois do horizonte de eventos, nem a luz consegue escapar. Aprendemos sobre ele através da matéria e da luz próximas e do movimento de outros objectos, não por vermos o buraco em si.

Uma fronteira de sentido único

Um buraco negro não é um buraco vazio aberto no espaço. É uma região que contém muita massa num espaço pequeno. O seu horizonte de eventos é a fronteira para além da qual todos os caminhos possíveis levam para dentro, pelo que a luz e qualquer outra coisa não conseguem regressar.

Porque falam os astrónomos de objectos invisíveis?

Um buraco negro não emite luz para fora, mas a sua gravidade pode fazer estrelas próximas orbitarem depressa, aquecer gás até formar um disco brilhante ou curvar a luz que passa. Estes efeitos resolvem o problema de detectar algo que não pode ser observado directamente. A evidência vem de várias medições, não de um palpite.

Deduzir uma massa invisível

Imagina uma estrela visível a orbitar um companheiro invisível uma vez a cada 10 dias. A velocidade medida e o tamanho da órbita mostram que o companheiro tem cerca de 8 vezes a massa do Sol. Se não vem luz dele e a massa está concentrada numa região pequena, um buraco negro é uma explicação forte, embora os astrónomos verifiquem alternativas.

Não é um aspirador cósmico

É natural imaginar que um buraco negro suga tudo à sua volta, porque nada escapa depois de atravessar o horizonte. Contudo, à distância, a sua gravidade actua como a de qualquer objecto com a mesma massa. Se o Sol fosse substituído por um buraco negro com a mesma massa, a órbita da Terra não mudaria de repente; sem luz solar, a vida mudaria.

A física extrema como teste

Os buracos negros permitem aos cientistas testar ideias sobre gravidade, tempo e matéria em condições extremas. As observações da fusão de buracos negros também produziram sinais de ondas gravitacionais medidos na Terra. A tecnologia é especializada, mas a lição é geral: causas invisíveis podem ser estudadas através de efeitos mensuráveis.

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