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O que é um buraco negro — Astronomia, 14–17 anos

Um buraco negro é uma região onde a gravidade curva o espaço-tempo com tanta força que, depois do horizonte de acontecimentos, escapar exigiria mover-se mais depressa do que a luz. Detectamo-lo pelos efeitos sobre a matéria e a luz próximas, não por vermos o buraco em si.

Uma fronteira de sentido único no espaço-tempo

Um buraco negro não é um buraco vazio aberto no espaço. É uma região compacta cuja gravidade curva o espaço-tempo de tal modo que existe uma fronteira, o horizonte de acontecimentos, para além da qual todos os caminhos possíveis para o futuro conduzem para dentro. O próprio buraco negro não emite luz que possa regressar até nós.

Por que surgiu esta ideia?

A gravidade de Newton explicava muitos movimentos, mas a teoria de Einstein mostrou que a gravidade é também a forma do espaço-tempo. As equações permitiam que os objectos se tornassem tão compactos que nem a luz conseguiria escapar. Os astrónomos precisavam desta ideia para explicar raios X intensos, órbitas estelares rápidas e, mais tarde, as ondas produzidas por fusões de buracos negros.

Encontrar uma companheira invisível

Imagina uma estrela visível a orbitar um objecto invisível uma vez a cada 5 dias. Se a velocidade e a órbita da estrela mostrarem que a companheira tem cerca de 10 vezes a massa do Sol, mas não vier luz dela, um buraco negro é uma explicação forte. Não vemos o buraco; inferimo-lo pelo movimento da estrela e pela ausência de luz.

O erro: os buracos negros sugam tudo

É compreensível imaginar um aspirador cósmico, porque o nome e o centro invisível parecem ameaçadores. À distância, um buraco negro atrai com a mesma gravidade que qualquer outro objecto com a mesma massa. A Terra orbitaria um buraco negro com a massa do Sol quase como orbita o Sol; o perigo começa quando um objecto se aproxima muito.

Como utilizamos a física dos buracos negros

Os buracos negros são laboratórios para testar a gravidade em condições extremas. Os astrónomos estudam os seus arredores para perceber como se comporta a matéria a velocidades enormes, e detectores de ondas gravitacionais escutam fusões de buracos negros através do Universo. As mesmas medições rigorosas melhoram mapas de galáxias e testes da física fundamental.

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