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Encontrar exoplanetas por trânsitos — Astronomia, 14–17 anos

Um planeta pode revelar-se ao fazer a sua estrela escurecer ligeiramente e regularmente ao passar à sua frente.

Um planeta faz uma sombra minúscula

Quando um planeta passa entre a sua estrela e o nosso telescópio, bloqueia uma pequena parte da luz da estrela. Esse acontecimento chama-se trânsito. Se a diminuição do brilho se repete em intervalos regulares, pode mostrar que existe um planeta em órbita, mesmo que o planeta seja demasiado ténue para ser visto directamente.

Porque usar uma mudança no brilho

As estrelas são enormes e brilhantes, por isso os seus planetas ficam geralmente escondidos na imagem de um telescópio. Era necessário detectar um objecto pequeno e escuro sem o ver directamente. Medir a estrela repetidamente transforma o problema num padrão: a profundidade da descida estima o tamanho do planeta e o intervalo entre descidas dá o seu período orbital.

Estimar o tamanho de um planeta

Imagina que a luz de uma estrela diminui 1% durante um trânsito. O método relaciona a perda de luz com a área do planeta dividida pela área da estrela, ou seja, (raio do planeta ÷ raio da estrela)². Como 1% é 0,01, calcula a raiz quadrada: 0,1. Assim, o raio do planeta é aproximadamente um décimo do raio da estrela.

Uma descida não é automaticamente um planeta

Uma diminuição repetida parece uma prova forte, por isso é compreensível chamar-lhe rapidamente um planeta. Mas uma segunda estrela, uma mancha estelar ou um problema do instrumento também podem alterar o brilho medido. Os astrónomos verificam o sinal com outras observações, comparam diferentes comprimentos de onda e procuram um período orbital consistente antes de confirmarem um exoplaneta.

Procurar mundos fora do Sistema Solar

Os telescópios espaciais observam milhares de estrelas e constroem curvas de luz que mostram pequenas mudanças ao longo do tempo. Os dados dos trânsitos podem revelar o tamanho, o período orbital e a distância do planeta à sua estrela; combinados com outros métodos, podem ajudar a estimar a atmosfera. Os cientistas usam esta informação para comparar sistemas planetários, não para declarar a existência de vida a partir de uma só descida do brilho.

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