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Desenho de observação — Artes, 11–13

Aprende a desenhar aquilo que os teus olhos realmente notam, em vez de depender apenas dos símbolos que a memória fornece.

Ideia

Desenhar por observação significa deixar que o objeto à tua frente guie o desenho. Procuras ângulos, distâncias, contornos e pequenas diferenças antes de decidires que marcas vais fazer. O desenho não tem de ser fotográfico; tem de mostrar que reparaste neste objeto específico, e não numa versão genérica.

Porque é importante

A memória dá-te símbolos rápidos: uma amêndoa para um olho, uma linha curva para uma chávena. Esses símbolos são úteis, mas podem esconder aquilo que está realmente à tua frente. O desenho de observação nasceu da necessidade de registar plantas, máquinas, pessoas e lugares com precisão suficiente para os estudar, desenhar ou recordar.

Exemplo resolvido

Coloca uma caneca à tua frente e desenha-a em quatro etapas. Primeiro marca o topo e a base; depois compara a largura do bordo com a altura do corpo. Acrescenta a abertura oval, os dois pontos onde a asa se liga e os contornos visíveis. Por fim, compara com a caneca e corrige apenas aquilo que os teus olhos conseguem confirmar.

Erro comum

Um erro comum é desenhar aquilo que sabes que um objeto parece ser, em vez daquilo que esta vista mostra. Na tua mente, uma caneca “tem” um topo redondo, por isso podes desenhar um círculo mesmo quando a vista lateral o faz parecer uma oval estreita. É um erro compreensível: o cérebro identifica objetos rapidamente, e esse atalho costuma ajudar no dia a dia.

Fora da escola

Esta capacidade aparece sempre que alguém precisa de registar aquilo que está realmente presente: um designer de produtos esboça um objeto, um cientista desenha uma amostra e um arquiteto verifica os pormenores de um edifício. Podes usá-la para desenhar uma bicicleta antes de a reparar ou para registar um lugar durante uma viagem. Olhar com atenção vem muitas vezes antes de criar algo útil.

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