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A prática muda o que consegues fazer — Artes, 4–6

Desenhar, cantar, representar e dançar desenvolvem-se com novas tentativas. Praticar não é copiar um resultado perfeito; é reparar numa pequena mudança e experimentá-la.

Tentar de novo dá-te mais escolhas

Quando praticas uma técnica artística, as tuas mãos, a voz ou o corpo aprendem a controlá-la melhor. Depois podes escolher quão grande desenhar, cantar com que estabilidade ou mover-te com que clareza. Praticar não torna todas as tentativas iguais; dá-te mais formas de mostrar ou fazer ouvir a tua ideia.

Porque praticar?

No início, a tua ideia pode ser maior do que aquilo que as tuas mãos, a voz ou o corpo ainda conseguem fazer. Essa diferença pode irritar, sobretudo quando sabes o que querias. Pequenas tentativas repetidas ajudam-te a controlar uma parte de cada vez: assim, a prática transforma uma ação imaginada numa ação real.

Três tentativas de uma espiral

A Nora quer desenhar uma espiral com uma linha suave. Na primeira tentativa, para depois de duas voltas. Na segunda, faz quatro voltas, mas carrega demasiado no lápis. Na terceira, segura-o levemente e roda o pulso devagar; a linha tem cinco voltas suaves. Mudou uma ação de cada vez.

Praticar não é fazê-lo mal para sempre

Podes acreditar que um primeiro desenho tremido prova que não sabes desenhar, porque o resultado está mesmo à tua frente. É uma conclusão compreensível a partir de uma tentativa, mas esquece a mudança. Compara duas tentativas e procura uma coisa que melhorou, como uma linha mais firme ou uma forma mais clara.

Aprender com pequenos ensaios

Os artistas praticam antes de partilharem uma canção, uma apresentação ou um desenho. Um bailarino repete um salto, um cantor experimenta uma frase e um pintor testa uma marca num papel à parte. Podes fazer o mesmo: escolhe uma pequena técnica, tenta, repara no que mudou e tenta de novo.

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