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Os materiais mudam a marca — Artes, 7–10 anos

A mesma ideia pode parecer diferente quando é feita com lápis, tinta, barro ou tecido. Os artistas escolhem os materiais porque cada um deixa a sua própria marca e permite formas diferentes de criar.

Cada material tem uma voz

Um lápis pode fazer uma linha fina e cuidadosa, enquanto a tinta húmida pode espalhar-se, pingar ou misturar-se. O barro pode ser apertado e moldado, mas o papel pode ser dobrado ou rasgado. O material não é apenas um suporte: muda a sensação da ideia e aquilo em que o observador repara.

Porque a escolha importa

Os artistas enfrentam um problema prático: como mostrar uma nuvem suave, uma rocha áspera ou um movimento forte? Escolher um material que se comporte da maneira certa torna isso mais fácil. Ao longo do tempo, experimentaram materiais disponíveis, desde terra e corantes de plantas até metal, vidro e plásticos modernos.

Uma nuvem, dois materiais

1. Desenha duas vezes a mesma nuvem pequena. 2. Com um lápis, faz pouca pressão no contorno e sombreia a parte de baixo com traços curtos. 3. Com tinta azul aguada, toca no papel, deixa a cor espalhar-se e acrescenta uma gota mais escura em baixo. 4. Ambas mostram uma nuvem, mas o lápis parece controlado e a tinta parece leve e móvel.

A armadilha: culpar o desenho

Quando uma imagem não fica como planeado, é tentador dizer que o desenho está mal feito. Muitas vezes, o problema é o desajuste entre o material e o efeito desejado: uma tinta espessa não se comporta como um lápis fino. Testar primeiro uma pequena amostra ajuda a escolher, ajustar ou aceitar a surpresa do material.

Escolhas de materiais à nossa volta

Um cartaz usa tinta que continua nítida à distância, enquanto uma caneca de cerâmica usa barro que mantém a forma e resiste ao calor. Os designers de roupa escolhem o tecido pelo peso, elasticidade e toque. Em cada caso, o material faz parte da mensagem e da função do objeto, não é uma escolha de última hora.

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